Seis imundices da TV brasileira

Por: Guiga Bates, 01/02/2016


Imundice é que não falta na TV aberta. Pior é que o brasileiro em sua grande maioria é responsável por tantas futilidades na telinha. As emissoras, se aproveitando do mau gosto, inundam a TV com programas baixo nível e carentes de qualidade. A ordem é apelar. Quanto maior a apelação, mais audiência se tem. O Detona TV alistou pelos menos seis imundices desnecessárias que atualmente só pioram a imagem da TV brasileira. Confira:

A Tarde é Sua. O programa da Sônia Abrão é tenebroso e não tem nada a oferecer. É quase um canal de vendas. A cada cinco minutos ou menos, a apresentadora empurra anunciantes sem o menor respeito para com seu público. Já presenciei um bloco empanturrado de anúncios e só. As pautas da atração são os merchans e quando sobra espaço, Sônia resolve falar de famosos, programas de outras emissoras, defuntos e espíritos. Basta um famoso ou sub morrer, que a pauta estará garantida por dias ou semanas, com direito ao famoso "último adeus" na porta do cemitério.

Você na TV. João Kleber se sustenta na TV com um dos programas mais sem noção da TV brasileira. Durante duas horas, participantes enrolam o quanto podem para revelar um segredo forjado. No ínterim, o apresentador desesperado faz o maior suspense e convence o telespectador inocente a não mudar de canal até que o tal do segredo bombástico seja exposto. No fim, não passa de uma besteira o que os participantes tem a revelar. A fórmula funciona e prende muita gente curiosa e desocupada em frente a TV.

TV Fama. A revista eletrônica da RedeTV! deveria cobrir a vida dos famosos. Só que a credibilidade do programa é "tão grande" que dificilmente famosos de verdade querem aparecer na telinha do "TV Fama". O jeito é se contentar com o que acham por aí numa esquina, boate ou na porta de alguma festa vip. Na maioria das edições, o que se vê nas matérias, são mulheres-fruta, rainhas de escola de samba, modelos, ex-BBBs, artistas que andam sumidos e nomes da própria casa. O pacote visual do programa é uma bagunça e a edição das matérias sofre com a falta de conteúdo. Repetição de imagens e muita música do que informação relevante. A dupla de apresentadores, Flávia Noronha e Nelson Rubens, é insuportável. 

Hora do Faro. Rodrigo Faro saiu da teledramaturgia da Globo para se afundar no padrão Record de fazer TV. Seu programa de auditório é uma colcha de retalhos de tudo o que a emissora já produziu. Com inúmeros quadros assistencialistas, Faro aposta no choro e emoção para segurar audiência, e dá certo. O próprio apresentador é irritante e nojento. Gesticula demais, sua voz é chata e força a barra o tempo todo com gracinhas ridículas e cara de condolente. Um porre!

Domingo Show. Esse é outro programa que carrega a marca da emissora. Me pergunto se Geraldo Luís e sua equipe não se envergonham em produzir tamanha imundice na TV. Com reportagens gigantescas, apelativas e sensacionalistas, o "Domingo Show" explora ao máximo a fragilidade humana e brasileira. O programa que tem um auditório inútil, serve como sala de espera para o Rodrigo Faro. Juntos entregam 8 horas de puro entulho. Olhando bem, os dois formam um único programa em que se reversa o apresentador após 4 horas.

Cidade Alerta. Não tem programa pior e mais imundo na TV do que esse. Marcelo Rezende envergonha o telejornalismo nacional com seu policialesco diário de quase quatro horas. Se acha o rei do jornalismo nacional e dono da verdade. O show dos horrores foca na criminalidade, desde casos irrelevantes a brutais. A qualquer momento pode vazar sangue do aparelho de TV.

Afim de dar conta do longo programa, Rezende narra as matérias antes e logo após sua exibição, sem falar das reprises vindas de outros jornalísticos da casa.  Ao vivo, repórteres recebem apelidos infantis e comumente são moralmente assediados pelo apresentador. Acompanhado por um bobo da corte sentado num trono, Rezende comenta, enrola, brinca e ataca a concorrência. Só falta sair bosta de sua boca. Sua dicção é péssima. Até um analfabeto ou gago se expressa melhor que ele.

Segundo Rezende, tal programa é da família brasileira. Só se for a do Diabo. Quem assiste o "Cidade Alerta" reage pelo menos de duas formas: banaliza a criminalidade ou se deprime com o excesso de desgraça na tela da Record. Uma imundice de programa.

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