Jornalismo não dá descanso no horário nobre da Record

Por: Guiga Bates, 19/02/2016


O jornalismo definitivamente sustenta a programação da Record. Douglas Tavolaro, chefão da área, manda e desmanda na grade da emissora e não se preocupa nem um pouco com o excesso. Na programação desta quinta (18) nota-se a demasia, principalmente no 'prime time'.

Logo após a série "José do Egito", entra o "Jornal da Record", seguido pelo desnecessário "Câmera Record" e em seguida vem o "Repórter Record Investigação" com o Domingos Meirelles. Caramba! Isso mesmo que você leu! São três jornalísticos em sequência com três "Record" embutidos. Um emendado no outro sem dá tempo para o telespectador respirar. Se você espera algo de diferente nas noites de quinta da emissora, pegue o controle remoto e imediatamente mude de canal.

"José" é apenas um alívio na programação da noite. Antes o telespectador da emissora é obrigado a encarar o "Cidade Alerta". Resumindo, praticamente é o dia todo de jornalismo. Quem aguenta? Não há variedade.

Sobre o "Câmera Record" volto a repetir: que porcaria de programa! Sempre a mesma coisa. Na edição desta quinta (18), novamente o departamento de jornalismo abusou do saudosismo e lamúrias de gente esquecida. Segue a lista: o cantor Renner, quase sem cérebro e falido devido ao vício de álcool e que agora paga de crente para sobreviver, a ex-Mc Perla que venceu a depressão, um humorista sabe-se lá quem é, e o Chiquinho, o esquecido pela Eliana. Pedido de perdão, de emprego e polêmica batida foi o que se viu. 

Até o jornalístico do Domingos Meirelles, único que se salva na minha modesta opinião, ganhou um ar de Geraldo Luís a procura de OVNIs, com direito a luz misteriosa e exclusiva.

Com tanto descomedimento jornalístico na grade, te pergunto: qual necessidade da Record News se a própria Record já faz tão bem o seu papel?
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