"Jornal da Record" quer falar sério, mas não larga o mundo cão

Por: Guiga Bates, 23/02/2016

Pai relatou caso envolvendo morte do filho
O principal telejornal da emissora dos bispos, o "Jornal da Record", virou motivo de piada nas últimas semanas pela insistência em propagar "Os Dez Mandamentos - O Filme". Passando essa fase descomedida, o jornalístico volta a se concentrar no que sabe fazer de melhor, destacar a violência. O "Jornal da Record" tem a fama de ser dominado por notícias de crimes cotidianos.

A partir desta segunda (22), o jornalístico deu início a mais uma de suas séries meio que duvidosas. O tema da vez é: "Armas, indústria da morte". A intenção é discutir a abolição ou não da Lei do Desarmamento. Como esse assunto não renderia conteúdo suficiente para uma série de reportagens, no pacote o telespectador irá relembrar casos em que discussões banais terminaram em morte. Ou seja, vai ter que assistir inúmeros casos de homicídio, choradeira e tristeza de familiares enlutados.

Somente nesta primeira reportagem da série, durante 10 minutos, o telespectador pode acompanhar três casos envolvendo homicídio. O repórter Luiz Carlos Azenha pareceu um repórter do "Cidade Alerta", com direito a detalhes do crime, caminhada na calçada e pieguice ao relatar os casos, características típicas do policialesco do Rezende.

Informação relevante sobre o desarmamento passou igual a bala perdida, muito raso. A tal da discussão prometida pelos âncoras não aconteceu, se é que realmente vai ocorrer ao longo da semana. Assim não dá vontade de acompanhar a sequência da série. Relembrar casos mortes?

Até para falar de coisa séria, a jornalismo da Record não consegue de forma digna se desprender do mundo cão.

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