Cinco programas que a Globo copiou e quase ninguém notou

Por: Ton Estevão, 18.02.2016
Time de apresentadores do "É de Casa", lançado em 2015

“Na TV nada se cria, tudo se copia”. Com essa célebre frase Chacrinha retratou muito bem a realidade das emissoras de TV da sua época. Engana-se quem acha que hoje é diferente. As emissoras de continuam copiando idéias, pautas e programas da concorrência. Engana-se mais ainda quem acha que copiar é exclusividade da Record. Todas copiam, inclusive a Globo. A própria logomarca da Globo é uma cópia da logomarca do canal americano CBS. Diferente das cópias escancaradas das concorrentes, a Globo costuma ser discreta nas suas, fazendo com que as mesmas passem despercebidas para alguns.

A seguir, cinco programas que a Globo copiou e quase ninguém notou. Confira:

                                         
1. Bem Estar - Apresentado por Mariana Ferrão e Fernando Rocha, o programa “Bem Estar” nas manhãs da Globo é uma cópia do programa americano "The Dr. Oz Show" apresentado pelo doutor Mehmet Oz e exibido no Brasil pelo canal Fox Life.

A fórmula é exatamente a mesma. Apresentadores entusiasmados falando sobre diversos temas relacionados a saúde e respondendo dúvidas do telespectador. A diferença é que no programa americano o médico é o apresentador e no “Bem Estar” vários doutores participam como convidados durante a semana.

2. É de Casa - Vários apresentadores num estúdio com sofá, alguns deles comentando as principais notícias do dia, outros cozinhando, recebendo convidados e apresentando reportagens especiais. Pensou no “Hoje em Dia” da Record? Pois estamos falando da cópia global, o programa “É de Casa” das manhãs de sábado.

O programa segue a mesma linha da concorrência, copiaram até os apresentadores chatos. O insuportável Britto Júnior e as despreparadas Gianne Albertoni e Ticiane Pinheiro estão muito bem representadas na Globo pelos apresentadores Zeca Camargo e sua colega Ana Furtado.


3. Programa do Jô - Existem programas que não são parecidos, são iguais! Esse é o caso do “Programa do Jô” da Globo. Apresentado por Jô Soares, o talk show brasileiro é uma cópia descarada do americano “Late Show de David Letterman” da CBS, hoje apresentado por Stephen Colbert.

Tudo o que tem no programa da CBS também tem na cópia global, a banda, as vinhetas, as apresentações músicais, a caneca e etc. A única diferença é que o apresentador americano diferente do Jô Soares deixa os convidados falarem. É verdade que outros talk shows inclusive brasileiros também seguem a mesma fórmula, e o próprio Jô fazia um programa semelhante no SBT, o “Jô Onze e Meia”. Mas não exime a Globo de ter plagiado o programa americano.


4. Boogie Oogie - Que a Globo produz as melhores novelas da TV brasileira ninguém duvida. Mas “Boogie Oogie” (2014) do autor Ruy Vilhena, apresentou uma série de semelhanças constrangedoras com a novela “Pecado Mortal”, da Record.

As duas tramas se passavam nos anos 70 e tinham como pano de fundo o mundo das discotecas. Nas duas novelas havia uma troca de bebês que nortearam a história do começo ao fim. Não contente com isso, até a logomarca de "Boogie Oogie" tinha um globo de vidro igual ao de “Pecado Mortal”. Para completar a cópia, várias músicas da trilha sonora da novela da Record foram parar na trama Global. Que coincidência não?


5. Criança Esperança - Celebrado há mais de 30 anos, em 2015 o programa “Criança Esperança” da Globo deixou de ser um show grandioso como sempre foi, e virou um programa de TV muito parecido com o “Teleton” do SBT.

O “Criança Esperança” sempre foi apresentado a partir de ginásios como o Maracanãzinho no Rio de Janeiro e Ibirapuera em São Paulo. Ano passado a Globo fez diferente, copiando o SBT apresentou o programa direto de um estúdio no Projac. Os artistas ficaram numa bancada atendendo ligações exatamente como ocorre no “Teleton”. Musicais e reportagens sobre as instituições atendidas foram apresentados igualmente ao programa do SBT. A causa é nobre, será que também é desculpa pra copiar?

A Globo não está livre quando o assunto é plagiar programas da concorrência. Esses foram apenas alguns exemplos. Apesar do padrão global de qualidade, a emissora não deixa de cair na máxima do grande Chacrinha. Realmente, na TV e na Globo “nada se cria, tudo se copia”.
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