Cinco novelas que geraram polêmicas

Por: Vitor Nobre, 29/02/2016



As polêmicas são inevitáveis em novelas, ajudam a trama a ficar mais interessante ou acabam marcando a novela de forma negativa. Quando elas surgem e tomam uma proporção que está acima do autor, podem se tornar uma verdadeira dor de cabeça para a emissora.

Confira a seguir cinco novelas que ficaram marcadas ou sofreram críticas por causa de polêmicas:

Torre de Babel



Em 1998, a novela “Torre de Babel” gerou polêmica com casal lésbico, Rafaela (Christiane Torloni) e Leila (Silvia Pfeifer). A rejeição do público pelo casal refletia na audiência da trama que muitas vezes fechava abaixo dos 40 pontos em São Paulo, quando a meta estipulada pela emissora era de 45 pontos. 

O autor Sílvio de Abreu resolveu dar um alívio para o público tradicional e acabou pondo um fim no romance das personagens que acabaram morrendo em uma explosão de um shopping. Com a morte das personagens e a introdução do “quem explodiu o shopping?”, a novela teve uma guinada e conseguiu se livrar da baixa audiência.

Duas Caras


No capítulo que foi ao ar no dia 12 de março de 2008, uma quarta-feira, a novela “Duas Caras” chocou o público evangélico que assistia ao canal. A cena de fanáticos religiosos linchando e atirando pedras em homossexuais e em um trio amoroso formado por dois homens e uma mulher, polemizou bastante e foi alvo de acusações de intolerância religiosa por parte do autor e da emissora. 

Além do público evangélico que se sentiu ofendido ao ver tal cena sendo levada ao ar, grande parte do público criticou a cena por ser pesada demais para o horário. Após o acontecido, a emissora parece estar mais cautelosa com o assunto em suas telenovelas. Em 2015, uma cena parecida de “I Love Paraisópolis” não foi levada ao ar. Na sequência, fanáticos religiosos atiravam pedras em uma praticante do Umbandismo.

Geração Brasil


2013 (Ano anterior as eleições para Presidente da República), foi a vez de "Geração Brasil" se envolver em uma polêmica. Não a trama em si, mas o seu que logo trazia uma curiosidade que intrigava os políticos e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT). A logomarca da novela era formada por letras e números (G3R4Ç4O BR4S1L), representando o mundo tecnológico, que era o tema e a base da novela. 

A novidade não foi vista com bons olhos e a emissora carioca foi acusada de apoiar descaradamente os partidos PSB (40) e PSDB (45) e assim, o canal estaria influenciando subliminarmente pessoas indecisas a votarem nesses partidos. Talvez o que o PT queria era um espaço no logotipo da novela. Boatos que eles até mandaram a ideia para a Globo, "G3R4Ç40 13R4S1L", mas a emissora anti-petista não aceitou.

Malhação: Seu Lugar No Mundo


A atual temporada de "Malhação", também não escapou de uma polêmica. A trama foi acusada de desserviço a população ao exibir uma cena em que Henrique (Thales Cavalcanti), um personagem soropositivo, e Luciana (Marina Moschen) acabam se chocando por acidente durante uma aula de educação física, batendo cabeça com cabeça, resultando em ferimento. Em seguida, a jovem começa a tomar o coquetel antirretroviral. 

Para os especialistas a cena claramente aconselha soropositivos a não praticar esportes e eles ainda condenaram o uso do medicamento na situação representada pela novela. Visto que não havia risco de contaminação, já que o sangramento ocorre depois do atrito, não havendo exposição contínua com o sangue contaminado. O autor da novela, Emanuel Jacobina, se defendeu dizendo que queria mostrar que mesmo em situações em que o risco de contágio é mínimo, ele ainda existe.

Laços de Família


Sendo reexibida pelo Viva atualmente, “Laços de Família”, um dos maiores sucessos do autor Manuel Carlos, também já se meteu em uma polêmica daquelas! O “bafafá” ocorreu durante uma cena em que o casal Clara (Regiane Alves) e Fred (Luigi Baricelli) discutiam e a criança que estava no colo da atriz começa a chorar. A cena chocou a todos e foi o bastante para o Ministério Público retirar crianças e adolescentes da trama das oito. 

A atitude também foi justificada pelo excesso de cenas com conotação sexual e violência que eram constantes no folhetim. Por obrigação da Justiça, a novela sofreu uma alteração em seu horário, passando das 20h45 para às 21h00. Maneco consequentemente teve que fazer uns ajustes em seu texto para explicar o sumiço repentino dos personagens infanto-juvenis da trama. O jeito foi se virar com bonecos, dublês, além de mandar as crianças para creches de período integral ou internatos fora do país.

Você se lembra de alguma outra novela envolvida em polêmicas? Não vale "Babilônia", ninguém aguenta mais falar dessa tragédia de novela. Comente abaixo no Disqus
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