"Cidade Alerta" tem repórteres frios e apresentador quase semi-analfabeto

Por: Guiga Bates, 26/02/2016

Leniza Krauss
O "Cidade Alerta" tem fama de macabro por cobrir os casos mais sangrentos e baixos do mundo do crime. O policialesco segue com uma equipe de repórteres fixos já conhecidos pelo público do programa. Alguns desses profissionais chamam atenção pela frieza e densidade.

Um exemplo típico é a experiente Leniza Krauss que lembra a Mortícia Addams. Sempre séria, carrega a cara da morte, não esboça nenhum sentimento quando cobre casos de violência urbana. Recentemente sofreu um AVC.

Na edição desta sexta (26), o programa exibiu uma matéria quente. Uma mulher desesperada entra numa farmácia atrás de respostas sobre o sumiço de sua filha de 1 ano. Quebra tudo dentro do estabelecimento e cobre a porrada no ex-marido. O fato ocorrido não foi um furo de reportagem inconsequente. O repórter e equipe já acompanhavam a mulher antes de entrar na farmácia. 

Depois de berrar, bater e derrubar tudo pela frente, é possível ouvir ao fundo a voz do repórter atiçando: "Pergunta da Renata". A mulher entra novamente e pergunta sobre a tal da Renata e volta quebradeira. Em nenhum momento, a equipe do "Cidade Alerta" tentou acalmar a coitada que estava a ponto de desmaiar, sem voz e força. Queriam mesmo era um caso explosivo e imagens "exclusivas". Para conseguir tal efeito, precisaram abusar do desespero e psicológico da mulher.

Esses repórteres aparentam ser os medalhões do "Cidade Alerta". São conhecidos por produzir matérias de longa duração e com riqueza de detalhes, todos os detalhes de que você possa imaginar.

A frieza é estampada na cara deles. Natural. Trabalham cobrindo sangue e desgraça todo santo dia, impossível não endurecer o coração e expressões devido a tanta exposição e cobrança para entregar o pior. A perda da sensibilidade humana é inevitável.

Sobre o apresentador...

Marcelo Rezende é, sem dúvidas, a figura mais pitoresca do casting da Record. Uma mistura de semi-analfabeto e ogro.

Sua dicção é horrível. Parece ser proposital. Uma encenação. Se Marcelo Rezende for realmente assim por trás das câmeras, é compreensível se tratando de Record.

Se ao seguir o texto ele já não convence, pare e repare no desempenho do Marcelo na hora de comentar a notícia por conta própria. Se embola todo, erra tudo, repete tudo.

"Não é possível que a gente tenha...que a gente tenha...não é possível que a gente tenha". Em outro momento: "Esse é o sócio...esse é o sócio...esse seria o sócio...vai vendo." Um vício falar desse jeito. Não creio que uma pessoa culta ou mediana consiga acompanhar o Rezende.

O melhor momento do "Cidade Alerta" é quando o apresentador cala a boca e para de falar merda.

O Rezende achou de se popularizar na internet por meio de rede social. A todo momento durante o programa, o apresentador anuncia sua conta no Instagram e exibe fotos de telespectadores sintonizados no policialesco. Diz que através da rede social o público pode fazer denúncias. Além disso, não para de divulgar seu novo site, o "Corta pra mim", no R7. Um porre!

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