Ministério Público Federal detona a Record por incitação a violência no "Cidade Alerta"


A Record volta a ser alvo do Ministério Público Federal.

Só para relembrar, no dia 23 de junho do ano passado, os programas imundos de José Luiz Datena e Marcelo Rezende mostravam através de helicópteros a perseguição de um policial a dois homens em uma moto. Um dos motoqueiros jogou o capacete no policial e acabou levando chumbo. Caído no chão, o policial completou com quatro tiros no vagabundo. O povo nas redes sociais criticou severamente a atuação do policial.

Enquanto as imagens iam sendo levadas ao ar, Rezende, daquele jeito que todo mundo conhece, com fogo no rabo, muito gritaria e sugando saliva, narrava a cena acaloradamente. Rezende não resiste a sangue. Enlouquece, ainda mais se for ao vivo. Vai vendo... 

O apresentador carniceiro do "Cidade Alerta" tentou justificar a ação do policial: "O homem da Rocam já pega no revolver, não sei se ele atirou, hein... Porque parece que ele atirou. Porque, se ele atirou, é porque o bandido tava armado. E ele fez muito bem, porque, repara: ele tem que defender a vida dele".

Além do público, o "InterVozes" não gostou nadinha das declarações do Rezende e acionou o Ministério Público.

O MPF ajuizou uma ação civil pública contra a Record, devido a transmissão de declarações que "incitam a violência" em programa televisivo. E pede que a emissora se retrate publicamente, por dois dias seguidos, pelas afirmações feitas no ano passado pelo apresentador do "Cidade Alerta".

O procurador da República, Pedro Antonio de Oliveira Machado, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, acusou na ação que as imagens transmitidas pela Record não respeitavam nem a faixa de horário em que foram exibidas, nem cumpriam com a finalidade cultural a que se propõe a emissora. Descobriu isso agora, filho? 

A Record toda santa e desentendida, por outro lado, afirmou que não poderia imaginar o desenrolar da ação nem prever as imagens que seriam veiculadas. O MPF acredita que a emissora tem de assumir a responsabilidade pelo conteúdo exibido.

Para o procurador da República, a "harmonia social" e o "bem-estar" antecedem os princípios da liberdade de imprensa e de expressão. Além disso, o MPF pede na ação que a União fiscalize o programa.

Tá esperando o que, MPF? Tira logo esse lixo do ar ou manda para a madrugada! O Brasil agradece.

Veja o vídeo:



Comente abaixo no Disqus!
Tecnologia do Blogger.