Impregnado por joguinhos patéticos, “Legendários” não passa de um besteirol

Mion e o cantor Luan Santana no palco do "Legendários"
Desde o lançamento do “Legendários” em 2010, humorístico exibido na Record nas noites de sábado, o público notou que a atração vem sofrendo diversas mudanças no formato. Marcos Mion, talentoso por sinal, veio com a promessa de fugir do convencional e beliscar o público do então defasado “Zorra Total”, da Globo.

Na edição deste último sábado (09), novamente quem vos escreve encarou a difícil missão de perseverar diante da Record para apreciar mais uma de suas atrações e relatar minhas impressões. Queria ver com estes olhos se o “Legendários” é tudo isso, a inovação do humor e do entretenimento na TV aberta.

Para não deixar escapulir o resto de audiência da noite, o “Legendários” começa emendado ao “Programa da Sabrina”. Nem sequer um intervalo comercial para dar a chance do telespectador respirar. Percebe-se como a Record é fominha por audiência.

Nesta emenda, Mion e equipe logo aparecem invadindo uma casa. O programa não começa direto dos estúdios, mas com o quadro "Legendários na sua casa", uma externa gigantesca com uns 40 minutos de duração, full. A trupe do programa pega uma família de surpresa e realiza diversos joguinhos com direito a um prêmio no final. Joguinhos tão bobos e infantis. Queria saber de onde saem essas ideias. Mion se mostra visivelmente cansado e com cara de constrangido por ter que repetir diversas vezes o texto e comandar tamanha babaquice. Aproveitei e fui ao banheiro, fiz um lanchinho, tirei água do joelho e de volta, todos ainda estavam naquela maldita casa. Pensei: “vou mudar de canal, esse quadro é longo demais!”. Mas, como sei que tudo na Record é longo e um teste a paciência, resolvi dar uma chance.

Ufa! Acabando os joguinhos em família, enfim direto do palco do “Legendários”, o cantor quase Global Luan Santana aparece acompanhado de bailarinas fixas do programa, sem sincronia, mais parecia balé de banda de forró mequetrefe em início de carreira. Luan canta gemendo e irrita com sua mania ou TOC de mexer no ponto eletrônico em seu ouvido. Até ao ser entrevistado, o esquisito vesgo continua a botar o dedo no ponto.

Neste meio tempo, um quadro é anunciado pelo apresentador como uma novidade imperdível. Como assim? Um concurso de duplas ou grupos que coreografam “iguaizinhos”, sob os olhos de jurados sub-celebridades e uma atriz boca mole de “Os Dez Mandamentos”. Tente imaginar minha cara de empolgação. (¬¬). Sem pensar a produção posicionou a bancada dos jurados em uma das laterais do palco. Para uma melhor avaliação e julgamento desse tipo de apresentação, os jurados não deveriam estar de frente para os participantes? O quadro perde a linha quando os participantes começam a errar a coreografia, para o desapontamento do Mion e do telespectador.

Curioso também, é que enquanto o “Pânico na Band”, inspiração frustada do Mion, exibe peitos e bundas tamanho GG e 3D na telinha, o “Legendários” optou por colocar um negão musculoso apenas de toalha de banho. Vai entender! Juju Salimeni aparece até comportada, contrariando seu histórico devasso. Acompanhada de um inseto verde magricela que só sabe gritar, do Mionzinho que já não tem mais graça e de um imitador do Gugu que não consegue convencer, assistentes de palco mais inúteis não há!

Olhando para o relógio impaciente, espero ansiosamente pelo fim de tal desgraçensa. Mion chama outro quadro, o mais tosco da noite. Um joguinho em que os convidados precisam advinhar a quem pertence certos objetos que estão posicionados no meio do palco. Indignado, peguei o controle remoto, desliguei a TV e fui dormir. Não tive estômago nem paciência! Chega, o telespectador mereço respeito!

Para não me taxarem de miserável, a única atração útil e assistível desta edição foi a presença de uma artista que fazia loucuras sobre um cabo de aço. O segredo de tal utilidade? Artista internacional. Made in Ucrânia. Só podia! Por que se a diversão dependesse dos nacionais, só daria Luan, Anitta, anão e meus conterrâneos nordestinos, este último, um prato cheio para a emissora.

“Legendários” significa único e excepcional. Então, pode-se concluir que a atração do Mion não tem nada a ver com o nome que carrega. Poderia se chamar “Bestagendários” ou “Babacagendários”, um completo besteirol. Nada que se aproveite.

O “Legendários” foi anunciado pela Record como o programa humorístico que revolucionaria a TV, barraria a Globo no horário, e que seria uma nova alternativa do gênero, garantindo pura diversão. E outra: "viraria lenda da televisão". E você, caro leitor, acreditou na promessa?

Com tantas mudanças de lá pra cá, o humorístico se perdeu, mostrando-se inútil, sem graça, chato! E o Mion? Quem o viu nos tempos da MTV, sabe de seu potencial e talento. Só que na Record não vai para lugar algum, qualquer programa de auditório na emissora é tudo igual, mais do mesmo, um saco tedioso e interminável. Literalmente, Mion passou a apresentar um programa de quinta categoria.

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                                                                                      Por: Guiga Bates,
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