"É de Casa" não é tão ruim como dizem e se mostra uma boa alternativa


Desde que a Globo resolveu lançar o matinal "É de Casa", uma enxurrada de críticas negativas e elogios pipocaram. O Detona TV resolveu conferir e tirar suas próprias conclusões.

Como mais uma tentativa de Boninho, o "É de Casa" tem a missão de segurar por três horas a audiência das manhãs de sábado e conquistar o público alvo: as mães, donas de casa e adolescentes. Uma missão e tanto. É como se pegasse todas as ideias do canal fechado GNT e compactasse numa revista eletrônica na Globo. Quem não gostou foi a criançada que perdeu desenhos infantis que ainda sobravam na grade da emissora. A Globo merece seu crédito por evitar os enlatados e apostar em conteúdo próprio e ao vivo.

O cenário do programa é gostoso, uma casa de verdade com direito a puxadinho e quintal. Dar um certo aconchego ao público. As pautas são apresentadas direto desses cantos e em outros cômodos da casa. Entre as pautas tem de tudo: utilidades domésticas, culinária, beleza, saúde, notícias e convidados especiais. Não deixa de ser um atrativo e alternativa numa manhã de sábado tão vazia como é na TV aberta.

Um acerto na atração é apostar na interatividade com os telespectadores. O outro é que os apresentadores não ficam somente presos dentro de casa e arredores dela. As matérias externas dão um certo alívio.

O problema ainda persiste na estrutura e quantidade de apresentadores. Dar agonia ver muita gente falando, disputando câmera, entrando e saindo. Ao todo são seis no comando da atração, quase um BBB. A turma parece ter se dado bem e disputas de ego não transparecem na telinha. Ainda bem que nem todos os apresentadores aparecem todo sábado. Há um reversamento por edição.

Zeca Camargo e Patrícia Poeta nunca deveriam ter saído do jornalismo. Poeta tem postura de bancada, linda voz, beleza e ar de jornalista. A investida em ir de vez para o entretenimento talvez não dê certo. Zeca se sai muito bem nas pautas de notícias e entrevistas, o problema é quanto solta a franga. Mas, não queremos ser tão pessimistas. Como tudo é questão de aprimoramento e costume, quem sabe vão tomando forma e o público, com o tempo, simpatize pelos dois.

Cissa Guimarães, André Marques e Thiago Leifet são os únicos nesse meio que parecem ter nascido para conduzir o formato a qual se propõe o programa. Despojados, desinibidos, engraçados e populares. Ana Furtado, a mulher de Boninho, segue perdida na atração. Como disse um dos leitores do site, "furtaram o talento dela". Sem comentários.

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A audiência ainda não correspondeu a tanto investimento e novidade nas manhãs de sábado da Globo. Logo no começo apanhou dos desenhos do SBT e aos poucos vem se estabilizando. Assim como aconteceu com o "Encontro" da Fátima Bernardes, que sofreu no início e ao ser ajustado ao longo do tempo deu certo, o "É de Casa" tem grande potencial para consolidar a liderança de audiência e se tornar uma grande alternativa para as manhãs de sábado.

Não queremos ser "Maria vai com as outras" e criticar o que não nunca assistimos só por que uma massa de gente mete o pau nas redes sociais. Não é tão ruim como parece e dizem. Dependendo das pautas, simpatia dos apresentadores e gosto individual, é assistível.

                                                                                     Por: Guiga Bates, 16/01/16
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