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“Mansão Bem Assombrada” assusta pela precariedade da produção

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Elenco fraquíssimo ensaiando aquele texto horroroso
O SBT preparou um especial de fim de ano intitulado “Mansão Bem Assombrada”, cercando de expectativas os meus colegas Sbtistas. O programa foi exibido nesta terça (29) logo após o Ratinho.

O Detona TV não poderia perder a oportunidade de deixar suas impressões sobre o que viu. Péssimas impressões por sinal.

Assustador, tenebroso, horripilante e macabro. Não há adjetivos para descrever o lixo que o SBT teve coragem de produzir. Não é possível que nem tentando a emissora acerte. Também, depois de acumular tanto mofo e poeira por tanto tempo, impossível aquela fábrica engrenar.

Voltado para a família em geral, o público mais atento, até mesmo as criancinhas mais espertas já teriam ideia do que estava por vir pelas chamadas exibas a exaustão na programação da casa.

Se você caro leitor, não viu, não perdeu nada. Vou apenas resumir do que se tratava essa coisa medonha.

A atração conta a história de Zepa (Pedro Lemos), um professor que comanda um grupo de teatro em sua escola, a "Trupe dos Seis", composta pelos alunos Tecão (Nicholas Torres), Paty (Cinthia Cruz),Bruno (Pedro Henrique), Fabi (Graciely Junqueira), Dudu (Jean Paulo Campos) e Michele (Duda Matte). O grupo irá se apresentar na festa de final de ano da escola, mas sem local disponível para ensaiar o professor conduz os ensaios na velha mansão de Barão Alfredo (Arthur Kohl), seu avô. O que ele não sabe é que o lugar tem dois habitantes incomuns: um casal de fantasmas. Até aqui, nota-se o grau de originalidade do roteiro. O elenco também conta com Danilo Gentili interpretando o fantasma Bugabu.

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Vendida como humorístico, o texto que parecia ser escrito por um adolescente, usou e abusou de trocadilhos e piadas já usadas em outros programas. Numa delas, teve até a coragem de citar o "Zorra Total". Teve de tudo, piadas de cunho infantil, picantes e até indiretas a políticos ladrões. Com um roteiro fraco, a história se perde antes mesmo de começar e termina sem deixar o gostinho de quero mais.

Além do texto horroroso, acompanhado de dancinhas e musicais desnecessários, o elenco botou tudo a perder. "Elenco talentoso, afinado e entrosado. Equipe misturada da linha de show e teledramaturgia fazendo um gênero novo, mas sem medo. Todos foram no limite para entregar o melhor produto possível”, ressaltou Ricardo Mantoanelli, o diretor do programa. Tá de brincadeira, né? O elenco não se movimentava, recitava sua falas como estatuas. Cabe ressaltar os destaques negativos no elenco infantil. Alguém precisa parar aquele menino, o Jean Paulo Campos. Sua atuação dá medo de tão ruim que é. O magrelo Pedro Henrique também segue a mesma linha. Sobre a participação do Danilo Gentili, um excelente apresentador de talk show, atuando é uma negação. Duvido muito que ele teve coragem de se ver em cena.

Para forçar o riso, o diretor resolveu emendar aquelas risadas prontas ao fundo de quase todas as falas "engraçadas". Um exagero. "Chaves" emocionado.

A parte técnica exalou amadorismo e precariedade. Num cenário enorme sem pé nem cabeça, a iluminação excessiva causava incômodo, transparecendo ainda mais sua superficialidade. Nem vou falar da fotografia e edição de som anos 80.

O SBT bem que tentou. Fraco e constrangedor, será lembrado ou esquecido como um dos piores especiais de fim ano já produzidos pela emissora e quem sabe pela TV brasileira.. Neste especial, que de especial não tinha nada, ficou ainda mais evidente a preocupação da emissora em manter a qualidade de seus produtos. Um ultraje! 

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Por: Guiga Bates, redator-chefe do Detona TV , 30/12/2015

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