Âncora "calada" do "Jornal da Band" incomoda

Paloma Tocci apenas lendo TP
Dos poucos programas que restam na Bandeirantes, o "Jornal da Band" se destaca como um dos melhores da TV Aberta com um jornalismo de qualidade. Infelizmente é antecedido pelo Datena que não passa nenhuma credibilidade e mancha a imagem da emissora com seu estilo policialesco sensacionalista.

É um telejornal enxuto, preciso e menos sisudo. Mudou o cenário que antes lembrava a nave espacial USS Enterprise. Mas, o que ainda incomoda é discrepância entre seus âncoras: Ricardo Boechat e Paloma Tocci.

Tocci é lindinha, um doce e tem experiência em frente as câmeras e no rádio, até já apresentou programas esportivos. Boachat é um jornalista de mão e opinião cheia. Coleciona suas polêmicas e tem lá suas preferências, nada que ofusque seu talento em passar a notícia. Vira e mexe, o jornalista emite opiniões sobre algum assunto relevante com a maior liberdade. Enquanto a colega de bancada fica calada e apenas lê teleprompter no seu momento. Como assim, por que somente Boechat opina? A moça ao lado não tem capacidade? Paloma segue a mesma linha da Ticiana Villas Boas. A porta.

É claro que para emitir opiniões, o profissional não pode ser qualquer um. Na TV qualquer gafe ou besteira dita é capaz de destruir um telejornal, desmoralizar a emissora ou emissor da fala. Boechat usa e abusa desse recurso porque pode.

Se a pegada do telejornal é de livre expressão, por que a Band não investe numa jornalista de calibre? Nem que precise garimpar lá na Globo News, que cá entre nós, é o reduto dos melhores no jornalismo brasileiro. Gente entendida é o que não falta por lá.

Boechat pode ser um mito. Porém, incompleto na proposta do telejornal por falta de um bom parceiro. E que falta também faz o competente e falecido Joelmir Beting, apresentador do Jornal da Band, até 2012.
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