"Cidade Alerta" quase mata telespectador por overdose com lixo jornalístico


Como alguém consegue passar umas 4 horas acompanhando o "Cidade Alerta"? Pior é que existe gente que suporta, principalmente quem já está acostumado a ver a programação da Record, como "Domingo Show" e "Hora do Faro". É uma overdose de lixo jornalístico.

Para manter essa maratona de sangue e horror, o principal policialesco da Record, usa e abusa da paciência de seu fiel telespectador ansioso por morte e desgraça. O tempo das matérias são longas, arrastadas.  Porém, o que mais impressiona é a riqueza de detalhes que tais matérias carregam. Detalhes inacreditáveis, horrorosos, sangue-frio ou insignificantes, acompanhado de um texto chato, repetitivo e meloso e depoimentos que nada acrescentam ao caso. E os repórteres? Aparecem de um lado para outro, atravessando a rua, andando quase 1 km pelas calçadas falando merda. Quando os casos não dão conta, a produção apela para vídeos populares da internet ou reprisam as mesmas matérias já exibidas no programa ou já reprisadas ao longo da programação da casa.

Antes de exibir a matéria, Rezende introduz e depois de exibi-la, ele novamente comenta ou chama um repórter ao vivo para simplesmente não acrescentar nada ou só pra informar que o dito-cujo ainda não foi preso. Os repórteres aparecem meio assustados, outros nervosos com receio de falar rápido e levar bronca do "maior jornalista do país".

E que dizer das simulações? O desempenho dos atores e qualidade da produção chocam mais que o crime.

Os casos variam entre atropelamentos, discussão, câmeras de segurança, sequestro ou mortes de animais a crimes bárbaros. Lembrando que a maioria dos crimes exibidos não tem nenhuma relevância a nível nacional. O desespero de preencher o tempo do programa é tão grande que todas as afiliadas da Record de uma ponta a outra enviam suas matérias, muitas vezes mal finalizadas ou sobre o nada. Esse é o "jornalismo verdade".

Quem sabe se a Record realmente decidir lançar "Escrava Mãe" num novo horário de novelas, esse resto de publico penoso não seja agraciado com menos sangue e Marcelo Rezende na TV.

                                                                                      Por: Guiga Bates, redator-chefe do Detona TV
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